segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Meu maior Tesouro

Navegar é preciso.

O rio da vida possui águas límpidas e turvas, cachoeiras bonitas porém perigosas, corredeiras que nos fazem perder o curso. Podemos ir da ribeira ao centro, onde não conseguimos sequer enxergar a margem em um piscar de olhos, sem nos darmos sequer conta.
Podemos nadar contra a corrente, fazer uma jangada ou comprar um iate que ainda assim estamos sujeitos à força da natureza, sempre soberana.
Outra escolha é sermos apenas levados pela correnteza, sem realmente navegar ou tomar decisões, aceitar o que vem sem viver. Que desperdício. Que tristeza perceber o quanto se foi levado, o quão longe estamos da onde poderíamos estar. Pior ainda é não tomar uma atitude sobre isso e simplesmente resmungar e choramingar.

Não mais.

Perguntaram qual o meu tesouro nessa vida, nesta caminhada, hoje percebo que meu maior tesouro estava sendo desperdiçado, minha vida. Minha navegação resumia-se a ser levado pela corrente e reclamar de onde me encontrava.

Não mais.

Meu tesouro é a vida, e irei aumentá-lo o tanto que eu conseguir, agregando valores, amigos, ensinos e conquistas.

"É a vida, é bonita e é bonita!"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

culpas e buscas

É do senso comum o entendimento de que as pessoas que cursam a faculdade de psicologia o fazem, em grande parte, por uma necessidade de resolução de problemas pessoais. Dito isto acredito ser importante deixar claro que discordo, acredito que dentro da faculdade que curso existe uma pluralidade de pessoas e motivos para estarem lá, porém também acredito que nenhum de meus colegas irá discordar de mim quando falo que a maioria (para não falar em todos e pecar por um ou outro indivíduo) busca compreender melhor o humano como um ser subjetivador, estando ai inclusos seus sentimentos, interesses, motivações, sofrimentos e tantos outros fatores. Partindo deste princípio é também lógico que a reflexão faça parte da rotina destes estudantes e profissionais, porém é comum que esbarremos em paredes criadas por nós, que nos impedem de fazer uma avaliação clara da nossa situação. Hoje, felizmente, posso dizer que superei um muro, depois de mais de 3 anos em uma situação não muito agradável.

Este muro que criei, feito de culpa e remorso, foi motivo de diversas escolhas erradas, acabei me submetendo a situações que iam de encontro com meus ideais, o que acabou por gerar um mal estar que parecia não passar nunca, não importando o que eu fizesse. Neste momento alguém poderia parar e perguntar: "Porque se submeteu?". Responderia-lhe, então, que a resposta se encontra no meu constructo: inconsciente e invisível, porém que sempre presente.

Espero que compreendam que estou falando de uma perspectiva pessoal, não acredito que todos reagiriam da mesma forma só por se sentirem culpados por algo, porém tenho em mim um perfeccionismo virginiano que não se expressa de muitas formas, mas que consigo vê-lo claramente nesta situação do muro. Este perfeccionismo é o que me levou, inconscientemente, a tentar consertar meus erros, amenizar minha culpa e tentar, desta forma, achar paz, o que me leva a uma frase que eu tenho dito muito ultimamente: "ser o melhor que posso ser". Continuo concordando com a frase, ainda gostaria de ser o melhor que posso, porém a diferença de ontem é que o muro que tampava caminhos agora me auxilia a ver tudo de cima, agora só me resta caminhar e viver, enfim, em paz.

sábado, 8 de novembro de 2014

devaneio psicanalítico

Um navio a caminhar o mar, um buraco em seu casco a se inundar..
Uma página branca, repousada na escrivaninha, com uma pena deitada em cima.

Angústia,
Desejo,
Objetivação insaciável,
Patologia (quase) Incompreensível.

Queda da soberania vigilante, medo e desespero afligem a alma.



Aceitação,
Calma,
Compreensão.

Vida, esperando ser vivida!
Viva, la vida!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

liberdade

A completa liberdade é um objetivo inalcançável.
Todos somos livres desde que não questionemos nossos limites.
A completa liberdade representa uma ameaça à vida. Um passarinho é livre para ir onde quiser, porém é limitado pela disponibilidade de alimentos e pela quantidade de predadores, se desconsiderar tais variáveis, seu destino é certo.
Podemos entender que nossa liberdade é influenciada por 3 fatores principais, sendo eles motivação, capacidade e risco, este último sendo dividido em imediatos, posteriores e possíveis.

Acredito que um ser humano pode ser considerado livre quando compreende as variáveis que o influenciam, conseguindo analisá-las de forma coerente.

A promessa de uma liberdade plena arrebanha tolos e sonhadores utópicos, sendo ferramenta de manipulação.