domingo, 10 de fevereiro de 2013

interações

O tempo é impressionante, brinca com a nossa vida e nos faz mudar, mesmo sem querermos.
Engraçado como aqueles amigos para uma vida toda que você tinha ano passado as vezes não estão mais tão presentes ou então aquele amor eterno que acabou mês passado.
Acredito que temos que aprender, conformarmo-nos de que somos o único personagem que nunca sairá de fato de nossas histórias. Independente do que acontecer, precisamos nos amar, confiar em nós mesmos e saber que coisas importantes não podem ser deixadas para depois e nem delegadas para que outros as executem.

"I'm the hero of this story, I don't need to be saved"

Cada pessoa que entra na nossa vida muda algo em nós, acrescenta algo porém também leva algo consigo. Acredito que essa troca, muitas vezes puramente espiritual, seja o fator que mais incrementa o nosso ser. Não devemos ficar tristes pelas pessoas afastarem-se, muitas vezes o dever delas conosco já foi cumprido e devemos seguir nosso caminho, com novas interações sociais. Conhecer outras pessoas é parte essencial da transformação do nosso caráter, saber lidar com situações novas, criadas por essas pessoas diferentes, nos torna mais flexíveis e molda-nos no que seremos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

momentos

Me pego as vezes, horas depois de um fato ocorrido, pensando aonde eu estaria naquele momento se não fosse por aquele acontecimento único. Engraçado como um único momento pode mudar completamente o curso do seu dia, e quando penso nesses momentos, por alguns segundos consigo viajar até uma dimensão paralela onde aquilo nunca aconteceu.

Me pergunto se isso é algum tipo de nostalgia, mas seria certo sentir saudades de algo que nunca aconteceu?

Após acidentes me sinto assim, não que eu tenha estado perto de muitos, mas parece que a adrenalina me leva longe, muito mais longe do que deveria.

Não podemos porém, viver nostálgicos. Essa afirmação, um tanto quanto óbvia, é muitas vezes desrespeitada por pessoas como nós. A vida na nostalgia não nos levaria a lugar algum, remoendo mágoas e sendo algemados na cadeira, para que nunca pudéssemos seguir adiante.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

impensada morte, coragem


Mar salgado e gelado a nossa frente,
Junto com um futuro impensado até o momento.
Um “bom dia” nos separava, brincando com nossas imaginações,
Se fazendo verdade em sonhos nossos.
Uma música ao fundo, juras de amor a nos circundar,
Nada feito, tudo adiado, sem saber do prazo
Todos se espantaram com a fatalidade, no dia após
Ela então sentou-se, chorou e amaldiçoou a sorte,
Sem se lembrar que a culpa era dela, também, de ter se calado,
Quando podia aos quatro ventos ter mostrado o seu amor.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ação e reação

Acho interessante provocar certos estímulos nas pessoas, como mostrar a ela uma música que marcou sua infância, um cheiro que marcou determinado momento. Acho mais interessante ainda o fato de podermos, ao mesmo tempo que elas, ter uma impressão completamente subjetiva sobre o mesmo objeto de estudo, com caminhos e resultados totalmente diferentes, afinal, o mesmo cheiro que marcou determinado momento para aquela pessoa pode ter sido marcante em um momento vivido por mim, porém eu não consigo me relacionar com a experiência do outro.
A partir dai podemos entender o porque de certas pessoas terem a tendência de se aproximar e se relacionar mais facilmente, quando tiveram momentos com marcos semelhantes, elas relacionam-se, projetam-se na outra. Quanto mais semelhanças, mais fácil o convívio se torna, já que pelo elo de conexão com a experiência vivida pela outra pessoa, sabemos o que esperar do comportamento do outro. Isso, é claro, não é um método totalmente eficaz de relacionamento, pois as pessoas são capazes de mudarem o seu ponto de vista acerca do que foi vivido, mudando suas respostas possíveis para problemas que envolvam aquele determinado fato marcado por aquela peculiaridade (visão, audição, olfato, tato).

Sempre que conhecemos alguém, é do nosso instinto de sobrevivência social procurar por diferenças gritantes que impossibilitem a nossa convivência.

Acredito que a eterna busca do ser humano é compreender seu próprio comportamento, pois existem, de fato, milhares de maneiras de se reagir a um acontecimento mas, em alguns casos, conseguimos prever qual comportamento será adotado. Podemos diminuir o leque de reações que a pessoa poderia ter, levando em consideração seu passado e o seu comportamento atual, mas mesmo assim sempre irão existir exceções a regra. A pergunta que fica é, será que é possível realmente prever o comportamento humano? Mesmo que seja, será que nos tornaríamos robôs, limitados a determinadas reações ou, mesmo entendendo e prevendo tal comportamento, as exceções continuariam a liderar o mundo?
Se um dia soubermos como devemos reagir a tal fato, seria considerado conduta criminosa reagir de outra forma? O que nos leva a reagir de tal maneira é, num todo, mais forte que a própria consciência de ação futura?