quarta-feira, 8 de abril de 2015

tic-tac

O que somos? Quem somos? Quantos já fomos?

A pessoa que lhes começa a escrever este texto será diferente da pessoa que o terminará, não porque haverá um outro autor, mas porque entre as linhas que aqui escrevo, onde as palavras dançam e se apresentam, vindo de dentro em um transe que alguns não entenderiam, as coisas e pensamentos se mostram e se arranjam de maneiras que, sem a escrita, não seria possível, causando em mim mesmo uma reflexão sobre o que aqui escrevo, mudando então, o sujeito que aqui escreve.

Mas então quem somos?

Se mudo tanto em tão pouco tempo ou pouco em muito tempo, mas mudo, como posso ter uma certeza sobre quem sou? Não posso. Tenho que me inventar.

Essa é a beleza da natureza, o dia termina só pra começar outra vez, um ciclo sem fim, mais 86.400 segundos para você, mas não só, para todos, para tudo. Quantos deles você realmente fez contar? Quantos deles você nem viu passar?

Dizem que tempo é dinheiro...
Tempo é rei,
Tempo é mestre,
Tempo é muito mais que dinheiro.

Tic-Tac.

O relógio toca, em compasso lento, só para lhe lembrar que a vida não espera por ninguém.
Hora de viver, de se reinventar, se descobrir e se conhecer.
Aprenda com a vida, que não espera por ninguém, e você aí, esperando quem?
O homem tudo pode, basta querer.
A peça complicada do quebra-cabeça fica quando não se sabe o que quer, ou quando não se quer de verdade, a ironia mora em como descobrir: vivendo.

domingo, 22 de março de 2015

mundo afora

Sobe na sela do teu cavalo,
Cavalga pelo mundo,
Sem pressa e sem destino,
Aproveita que és infinito e vai,
Vai pra nunca mais voltar.

Quando sentir saudade,
Amarra-o em uma árvore.
Quando cair a noite,
Deita-te no chão e sonhe,
Com tudo que ainda há de vir, ver, viver.

Lembre da infinidade de Deus,
Tudo que temos pra conhecer,
Saiba que não estarás sozinho,
Em cada passo do caminho.

Por onde passares plante uma flor,
Deixe seu perfume pelo caminho,
Em meio a tantos destinos,
Coração parti(n)do.

história que criamos sem percever

Um dia tudo vira história.

Algumas você irá querer contar aos seus filhos e netos, com alegria em relembrar bons momentos, outras você irá contar-lhes para ensinar uma lição, esperando que eles sejam sábios o suficiente para aprendê-la com você e não pelos trechos sinuosos dessa vida.

Nossos atos tem consequências e estas são de nossa responsabilidade, mesmo que não tenhamos a compreensão certa do que estamos nos tornando responsáveis por.

A clareza de pensamento permite que vejamos melhor as coisas, porém penso ser triste chegar em um momento e adquirir a clareza para ver toda a sujeira que se empurrou para de baixo do tapete.

O ser humano seria menos sozinho se construísse pontes ao invés de muros.


quarta-feira, 11 de março de 2015

companheirismo, saudade, reciprocidade

Quando a saudade é recíproca e o querer ver funciona como dois imãs que se atraem e o universo conspira a favor de almas companheiras.

O homem tudo pode quando quer, mas tem de querer, não basta só dizer que quer e tem que fazer por merecer.

Quando estamos com amigos, reunidos em alegria, estamos vibrando de felicidade na totalidade do nosso ser, parece-me que a saudade é a ausência dessa vibração específica, de quando estamos com determinada pessoa ou grupo de amigos, companheiros.

A reciprocidade da vibração não é, necessariamente, verdadeira, porém podemos compreender que quando há reciprocidade, esta vibração atinge níveis mais elevados e gera energias mais poderosas. Entre essas energias, compreendo estarem o Amor, a felicidade e o companheirismo, dentre outras.

Existe uma diferença entre saudade e nostalgia, algumas pessoas vivem nostálgicas a respeito de outras, pois sentem saudades de uma pessoa que já não mais existe, em uma época que já não mais voltará, mas não se mexem no sentido de ter esta pessoa renovada, do tempo atual, no seu presente, pois não sentem saudade de verdade.